olha em volta
milhares de rosas
em rodas que giram
e giram até o fim
das estações indefinidas
a continuidade dos parques
os araçás azuis e transcendentais
povoam, hoje, nossas estantes
mudamo-nos de lá
- tanta incompreensão -
para cá, outro lado da vida
almofadas, bancos amarelos
aquela parede por pintar
e nos instantes o que era
mudo e míope e fincado
dá protagonismo ao leve-viver
não nos contemos
tanto contentamento
a vida sem temor
a morte reduzida
a um capricho do planeta que
pensamos conhecer
olha em volta
milhares de risos
em ritmos que miram
nossos corpos astrais
escuta?
as estrelas continuam
chamando nossos nomes.
"D" is for Bad Day.
Há 11 anos